03/08/2011

Inquéritos

Isto de fazer inquéritos tem muito que se lhe diga. Óh se tem! É ao fazer este tipo de coisas que começamos a perceber realmente as pessoas e como elas têm tão pouca boa vontade em ajudar um estudo por mais que seja universitário e não seja pedido qualquer dinheiro. Há várias coisas que já reparei, e são elas que me ficam desta experiência (ok isso e o dinheirinho ganho que me deu bastante jeito)...Querem saber o que aprendi? Então cá vai:
  1. Quanto mais simples são as pessoas mais dispostas a ajudar estão;
  2. Quanto melhor na vida estão as pessoas, mais antipáticas e mal educadas são;
  3. Nunca se vistam de cores escuras para fazer inquéritos (preto então nem pensar), quanto mais coloridas estiverem mais as pessoas aderem;
  4. Descobri que fico intimidada com rapazes jovens e/ou bem parecidos e que sou incapaz de lhes pedir para me responderem ao inquérito;
  5. Há pessoas que descarregam em nós todos os problemas da sua vida e por mais simpáticos que sejam ao aceitar fazer o inquérito só dá vontade de mandar com o dossier à cabeça para se calarem;
  6. Há pessoas que vêm os 15 minutos de inquérito como um modo de desabafar e normalmente levam-me 40 minutos a falar de assuntos que não têm nada a ver com o que estou a perguntar;
  7. Há pessoas que respondem "só se for muito rápido estou com pressa" e depois não se calam com opinião e levam eternidades a responder (só dá vontade de perguntar "Não estava com pressa???");
  8. O sexo masculino é muito mais acessível e responde-me positivamente, ao contrário do sexo feminino que é raro alguma mulher aceitar fazer o inquérito;
  9. Normalmente ficam espantados por eu dizer que estou em mestrado e perguntam-me "Mas você tem 15 anos certo??";
  10. Odeio quando vem algum xico esperto e me chama "óhhh minha senhora" com ar ameaçador cada vez que lhe faço uma pergunta;
  11. As pessoas conseguem arranjar os mais estapafúrdios esquemas para não me responder ao inquérito, desde por os olhos no chão e acelerar como se tivessem a correr a maratona, fingirem que estão ao telemóvel, atravessar passadeiras na diagonal e quase serem atropelados, etc etc;
  12. Nunca julgar as pessoas pela aparência! Ás vezes penso que "não vou perguntar a tal pessoa porque de certeza que me vai dar um redondo NÃO com aquele ar carrancudo" e no fim é a pessoa mais simpática que entrevisto no dia;
Mas realmente disto tudo o que mais me chamou a atenção foi as pessoas serem tão mal educadas e nem olharem para a nossa cara como se simplesmente não tivéssemos lá, realmente isso revolta-me, quando sou eu no outro lado faço questão de dizer não acompanhado de um sorriso e acho que isso é fundamental para não mostrarmos que desprezamos o trabalho das outras pessoas...Certo?

7 comentários:

  1. Eu nunca fiz inqueritos, pelo menos que me lembre.
    Quer dizer acho que fiz qualquer coisa no 8º ou 9º ano, mas foi dentro da escola.

    Acho que conseguiste passar muito bem a ideia do que é estar do outro lado dos inqueritos, gostei de te ler!

    Bjks***

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  2. Depois deste post, acho que vou pensar duas vezes quando me vierem perguntar se posso responder a um inquérito.

    Regra geral não sou mal educado, mas detesto estar parado em plena via pública (talvez por ter sido criado em plena Lisboa, onde o andar e falar é uma arte), é realmente que me tira do sério.

    Kiss Kiss, Bang Bang
    http://valterclaudio.blogspot.com/

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  3. Compreendo completamente o teu ponto de vista . O problema é que há pessoas que se sentem tão saturadas de ser abordadas na rua , quer seja para responder a inquéritos , quer seja para financiar alguma instituição ou pessoa necessitada que depois acabam por perder a paciência para alinhar neste tipo de situações . Algumas são mesmo mal educadas e antipáticas , outras simplesmente não têm a melhor reacção por serem demasiadas vezes interpeladas e algumas sem fundamento nenhum . No entanto é preciso ver que alguns estudos são sérios e as pessoas estão a empenhar-se por fazer inquéritos e adquirir dados e não é nada bom quando todas as reacções que recebemos são negativas . Enfim , compreendo as duas partes +.+

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  4. Morri a rir com o 9.
    Até me dói a barriga, pá. LOL

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  5. Achei piada ao que escreveste mas tens toda a razão!

    Eu apenas respondo a inquéritos quando são estudos para a faculdade ou coisas do género. Para outras situações a desconfiança e o medo falam mais alto.

    Beijinhos*

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  6. Catiii foi um bom ponto de vista e realmente fizeste-me pensar. Eu antes de fazer inquéritos estava do outro lado e por vezes nem prestava atenção ao que as pessoas queriam realmente e levavam logo com um não só que o meu não era bem educado e acho que por mais que as pessoas queiram dizer não falta a tal boa educação indispensável e que muitas das vezes falha =/

    Beijinho*

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  7. Eu, quando estudei, fiz carradas de estudos de mercado na rua e sei bem o que é lidar com essa antipatia e arrogância. Nem entendo bem porquê, porque nós estamos a trabalhar. Por outro lado, como tudo, apanhava pessoas que dava gosto conhecer.
    Ficou uma experiência. Hoje participo em tudo, porque sei o quão chato e dificil é.

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