11/09/2012

Praxes & Praxes


Sempre fui um 0 à esquerda em termos de praxes. Como não entrei na primeira fase fui praxada no meu segundo ano. Tiveram pena de mim por não ser caloira, e só tive de mergulhar na lama, passar meios palitos de boca em boca, e bochechar água de poças da chuva durante um dia. Acho que nesse dia enquanto sofria só pensava "vou dar cabo dos que vierem pró anooooo pra me vingaaar!" Só que como eu sou, já sabia que isso não ia acontecer. Nos anos seguintes foi sempre a mesma coisa. Via as bestinhas com olhinhos de carneirinhos mal mortos, vindos de longe, quase a chorar, e enquanto gritavam com eles, eu punha-me de parte, e só me dava pena deles...Muitas das vezes até os ajudava, como velha guarda que era, quem os praxava tinha de me obedecer...Claro que com esta abordagem no fim de contas os calorinhos gostavam era de serem enxovalhados, e se de dia choravam, à noite apanhavam as maiores bebedeiras...Resultado? Nunca ninguém me quis para madrinha, eu realmente não prestava em ser má, e a praxar...Mas o que vale é que eu tinha um belo par de colegas que davam uma de bitches que era um espectáculo!
Vestiam os seus trajes para se tornarem mais imponentes, gritavam até ficarem roxas e roucas, e não deixavam os académicos praxar, queriam todos para eles....Achavam-se as maiores, queriam era ter uma colecção de afilhados para exibir no facebook ou nos jantares de curso (UAU que privilegio!)...Na realidade acho que era o único momento da vida delas que podiam gritar com alguém, e ver essa pessoa obedecer, terem poder, e por isso aproveitavam para massacrar os pobres até ao máximo...No fim lá ganharam uns 10 afilhados (vá-se-lá-perceber-porquê), e passavam o ano escolar a pavonear-se inchadas pela faculdade com os súbditos em seu redor...No meio disto tudo a ovelha negra era eu e os colegas que faziam como eu, porque para sermos cool tínhamos de enxovalhar, humilhar e massacrar os novos alunos...Sinceramente digo-vos uma coisa, prefiro muito mais fazer parte do grupo dos non-cool, não ter tido grande afinidade com caloiros, mas não ser uma bitch qualquer com a mania que sou a maior...
Isto tudo para vos dizer que esta época das praxes não me diz muito..Há praxes giras que gosto de ver, mas a maior parte das vezes quem praxa abusa e não é pouco...

34 comentários:

  1. eu este ano sou caloira, só espero não ter que fazer horrores xD

    http://sarapinto30.blogspot.pt/

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  2. Nunca fui a favor da praxe e fui a 15min da minha e desisti! Nesses 15 min percebi que não era ali que ia fazer amigos ou conhecer alguém, visto que não se podia falar para ninguém! Mesmo não indo a praxe sempre tive amigos na faculdade e nunca andei sozinha, só me fazia espécime toda a gente "cool" da dita praxe vir sempre ter connosco todos amiguinhos, quando precisavam de apontamentos e por aí! Enfim até pode haver praxes engraçadas, mas definitivamente submeter-me à ordem de alguém só porque sim não é para mim!

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  3. Eu também sou como tu, não consigo ser má :p
    Na minha faculdade a praxe não é nada pesada, apesar de haver umas quantas bitches como dizes...

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  4. Concordo contigo. Não gosto daqueles doutores que exageram na maneira como tratam os caloiros. Eu escolhi como madrinha uma doutora um pouco como tu, que mostrava mais o seu lado bom e amigo :)

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  5. Eu acho que a maioria das pessoas que abusam nas praxes (com algumas excepções), são frustrados que se aproveitam daqueles momentos para descarregar os seus recalcamentos!!!!

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  6. As praxes tendem a desaparecer. Felizmente, digo eu, Pretty

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    1. Só acha que isso é "felizmente" quem nunca foi praxado devidamente ou não percebe a praxe.

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  7. Se há coisa que não suporto são, efetivamente, aqueles que precisam da praxe para serem alguém. Com 18 anos fiz coisas na praxe que não lembram ao menino jesus...
    Como é que me prestei a esse papel, não faço a mais pequena ideia....
    Mas o resultado é que passado uns anos, esses "doutores" ainda lá andavam e deram de caras comigo a dar-lhes exame :).

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  8. O meu curso como era pós-laboral, aquilo era só pessoal mais velho e livrei-me de bem das praxes... Mas nunca achei piada...
    É como dizes há umas giras mas há outras que jesus... é uma falta de respeito...
    Também não sei como podem "gostar" de madrinhas assim.... Sinceramente era coisinha para me fazer passar da cabeça lol

    Beijocas

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  9. Há coisas giras,e há abusos!

    Há uma linha que separa o que tem graça, do que é exagero :D

    Eu gostei dessa fase, estranha-se depois entranha-se!

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  10. Eu fui muito mesmo muito praxada no meu ano de caloira, principalmente porque adorava a convivencia com os meus colegas de ano. Mas sim, é verdade que há praxes e praxes e há praxantes porreiros que querem proporcionar bom tempo aos caloiros e há outros que estão lá para descarregar as frustaçoes e berram tanto que duvido que no final do dia vão para casa com a voz direitinha. Por estes motivos é que, apesar de puder praxar, não o fiz. Apesar de ter sido uma das mais praxadas não quis praxar porque já sei que a minha forma de praxar seria muito diferente do que a que é praticada. Muito mais didatica e divertida e mais num ambiente de "amizade". Sendo assim deixo a praxe para quem tem menos amor à voz que eu xD

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  11. Ai a praxe...eu fui praxada como qualquer caloiro que aceita fazer parte, mas não gostei de "obedecer" em algumas situações e noutras não obedeci mesmo. Cheguei a não andar identificada como caloira e ninguém sabia que eu era tal era a minha cabeça impinada quando lá entrava :D nunca gostei dos "doutores" que achavam que mandavam naquilo, mas fora isso até gostei da experiência. E praxei talvez 1h ou 2h em todo o curso...não gostava de dar ordens e optei por não me meter nisso.

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  12. Existem situações bastante complicadas sinceramente não sou nada a favor da praxe,bjinhos

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  13. Ui...não podia concordar mais...tenho colegas de curso que quando chega a altura das praxes se transformam...eu ponho me a olhar para elas e não as reconheço...andam para ali a pavonear-se como se praxar alguém fosse a coisa mais fixe e importante do mundo! Enfim...eu tenho afilhadas mas nunca precisei de ser bitch nem paninhos quentes...ficava séria quando tinha que ser e ajudava os caloiros quando precisavam...o ano passado nem liguei muito às praxes...este ano deve ser igual...

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  14. Eu adorei ser praxada e adorei praxar, mas tudo com peso e medida, na Coimbra do início dos anos noventa!

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  15. eu tb nem nunca me dei ao trabalho! praxei 1 miúda, mandei-a matar a formiga aos gritos... e logo a seguir disse para ela sacudir a mão para a formiga sair dali e fingir que tinha conseguido...
    e assim sendo, também ninguém me quis como madrinha!

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  16. Estou contigo nas non cool. Não tenho feitio para andar aos berros a aterrorizar os pobres coitados. Mas é verdade que eles preferem quem lhes grita! Eu tenho uma afilhada, mas acho que fui um último recurso porque não havia mais ninguém que ficasse com ela loool. Já a minha madrinha era dessas que berrava e berrava, mas não se pavoneava por ter muitos afilhados. É uma querida e era super divertida, apesar de nos furar os tímpanos em dias de praxe :)

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  17. Fui duas ou tres vezes...não era para mim...nunca mais la fui...o que me deu mais foi um "doutor" de segundo ano virar-se para mim (que estava a estudar para uma frequência...) e grunhir: "de que ano és?!"
    eu: "desculpa?!"
    "Dr" : "de que curso és?!"
    Eu: " Querido, eu tenho 5 matriculas" (estava no meu último ano)
    "Dr": ai...desc...
    Eu: DESANDA!

    ahahah

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  18. Na minha universidade as pessoas não praxavam, mas humilhavam is caloiros. Tudo isso porque tinha um traje e capa e achavam-se os maiores. Por isso que só fui às obrigatórias e só fui uma praxe mais ou menos divertida (ocorreu durante a tarde e foi feita pela minha madrinha). Não pude praxar, mas se pudesse tb não o fazia. Nunca ia às praxes. hehe

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  19. Uma coisa boa da minha faculdade era que não havia a tradição das praxes, tais como elas são conhecidas na grande maioria das faculdades. No ano em que entrei, nem sequer houve, mas houve anos que os caloiros que quisessem ser praxados iam para o pátio da faculdade, num dia marcado pela associação de estudantes, e o máximo que lhes faziam eram pinturas na cara, mas coisas artísticas, nada de nomes e palavrões nem coisa que se pareça. A nossa grande tradição era o rally das tascas ahahahahah

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  20. Eu sou como tu, na minha universidade praxa-se a valer, mas eu tenho pena. Aqui não há madrinhas nem padrinhos, mas há pessoal que se sente tão realizado a praxar que até escolhe afilhados só para dizer que os tem --'

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  21. Só de pensar que para o ano vou para a faculdade e vou ser praxada.. morro de medo! Tenho um enorme medo das praxes, porque sou extremamente tímida e tenho medo do abuso de puder dos alunos mais velhos.
    Mas se for uma praxe engraçada, ou uma praxe do género da tua já me dou por feliz :)

    Beijinhos*

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  22. Eu não escolhia esse tipo de gajas para minhas madrinhas. E no teu lugar fazia o mesmo, massacrar não é o meu estilo.

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  23. Eu sou totalmente a favor das praxes. Fui caloira o ano passado e vou ser este ano outra vez porque mudei de faculdade e de curso. A praxe bem feita que não é como essas meninas fazem é maravilhosa!

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  24. O problema é que muitos dos nossos colegas vestem o traje e pensam que estão num cargo de alta sociedade.
    Na minha faculdade, a praxe é do pior. Um das piores sensações foi ter de meter a cabeça no rabo do colega. Infelizmente isso ainda se tolera em Portugal...
    Por um lado acho que estas praxes haviam de acabar, por outro só lá anda quem quer!

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  25. Nem imagino como vou sobreviver este ano...

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  26. Penso da mesma forma que tu! Quando fui caloira, pensei cá para mim, "um dia vou vingar-me". Mas tal não aconteceu. Embora esteja no 2º curso, e detenha já 6 matriculas, não usufruo desse facto para me sentir superior, até porque acho uma estupidez ver as minhas colegas a fazerem-se de boas e más e a gritar só porque estão trajadas! beijinhos.
    Inês F.

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  27. Penso da mesma forma que tu! Quando fui caloira, pensei cá para mim, "um dia vou vingar-me". Mas tal não aconteceu. Embora esteja no 2º curso, e detenha já 6 matriculas, não usufruo desse facto para me sentir superior, até porque acho uma estupidez ver as minhas colegas a fazerem-se de boas e más e a gritar só porque estão trajadas! beijinhos.
    Inês F.

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  28. vê-se mm que não estudaste em Coimbra ;p eheh eu fui muito praxada e também praxei muito, mas nada de anormal, nada que fizesse os caloiros detestarem a praxe ou detestarem-me a mim ;p eheh
    mas agora fora de brincadeiras, há praxes e praxes. há as engraçadas e as estúpidas, as integradoras e as outras, as nojentas e as agradáveis... há de tudo.

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  29. Sinceramente MORROOOOOO de medo das praxes :o já vi com cada coisa que pronto :| até estou para ver para o ano como vai ser a minha praxe da faculdade :s

    http://fashion-addiction.blogs.sapo.pt/

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  30. Eu adorei ser praxada e praxar, mas nada dessas coisas que contam, isso é uma estupidez. Tem de ser algo divertido, e não doloroso.

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